segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A ideia inusitada de fazer o atacante Loco Abreu calçar uma chuteira branca e uma preta no clássico do Botafogo contra o Flamengo pela Taça Rio, em abril, rendeu um Leão de Bronze – categoria mídia – no festival de publicidade de Cannes, o mais importante do mundo.
Desenvolvida pela agência Babel, a ação tinha como objetivo promover a luta da Asics, patrocinadora do atleta, contra o racismo. Através de um único anúncio de jornal, a iniciativa ganhou destaque em praticamente todos os veículos de mídia.
Abreu foi escolhido como símbolo da campanha por seu carisma e apelo junto ao público brasileiro.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011


1. Eduque as crianças para o respeito à diferença. Ela está nos tipos de brinquedos, nas línguas faladas, nos vários costumes entre os amigos e pessoas de diferentes culturas, raças e etnias. As diferenças enriquecem nosso conhecimento.
2. Textos, histórias, olhares, piadas e expressões podem ser estigmatizantes com outras crianças, culturas e tradições. Indigne-se e esteja alerta se isso acontecer.
3. Não classifique o outro pela cor da pele; o essencial você ainda não viu. Lembre-se: racismo é crime.
4. Se seu filho ou filha foi discriminado, abrace-o, apoie-o. Mostre-lhe que a diferença entre as pessoas é legal e que cada um pode usufruir de seus direitos igualmente.
Toda criança tem o direito de crescer sem ser discriminada.
5. Não deixe de denunciar. Em todos os casos de discriminação, você deve buscar defesa no conselho tutelar, nas ouvidorias dos serviços públicos, na OAB e nas delegacias de proteção à infância e adolescência. A discriminação é uma violação de direitos.
6. Proporcione e estimule a convivência de crianças de diferentes raças e etnias nas brincadeiras, nas salas de aula, em casa ou em qualquer outro lugar.
7. Valorize e incentive o comportamento respeitoso e sem preconceito em relação à diversidade étnico-racial.
8. Muitas empresas estão revendo sua política de seleção e de pessoal com base na multiculturalidade e na igualdade racial. Procure saber se o local onde você trabalha participa também dessa agenda. Se não, fale disso com seus colegas e supervisores.
9. Órgãos públicos de saúde e de assistência social estão trabalhando com rotinas de atendimento sem discriminação para famílias indígenas e negras. Você pode cobrar essa postura dos serviços de saúde e sociais da sua cidade. Valorize as iniciativas nesse sentido.
10. As escolas são grandes espaços de aprendizagem. Em muitas, as crianças e os adolescentes estão aprendendo sobre a história e a cultura dos povos indígenas e da população negra; e como enfrentar o racismo. Ajude a escola de seus filhos a também adotar essa postura.
Observação: os comentários e histórias de ação contra o racismo enviados para o blog expressam a opinião de pessoas e organizações que desejam contribuir para esse debate. A proposta do UNICEF é oferecer um espaço para que essa grande diversidade de opiniões e experiências seja apresentada. Desta forma, o blog pretende inspirar ideias e mobilizar a sociedade em prol de uma infância livre de discriminação e plena de oportunidades. Para atingirmos esse objetivo, o blog não publicará conteúdos que contenham informação discriminatória; difamatória, obscena, ilegal ou que provoque ameaça, abuso ou constrangimento a qualquer pessoa ou organização.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011


Minha sobrinha de 3 anos foi para a comemoração de carnaval na escola de
balé Norma Lilia da 108 Sul; uma turma grande, umas 15 meninas (ou mais),
todas com 3 ou 4 anos; os pais não podem assistir à aula nessa escola -
entrega-se a criança para a "tia" na entrada, antes da catraca, só podendo
voltar nos 10 min. finais; no final da aula, minha mãe, junto com outras
mães, são autorizadas a entrar para assistir a aula/comemoração. Minha
sobrinha, uma criança negra, corre até a sua avó e diz, agoniada, que está
muito apertada para ir ao banheiro, que a "tia" não ouviu seu pedido; ela
torce as pernas de tão 'apertada'. Minha mãe a leva ao banheiro e voltam
para o final da aula; nessa hora, minha mãe percebe as dificuldades que a
neta está passando: as outras meninas, todas brancas, se recusam a dar a mão
a minha sobrinha e, quando ela insiste (pois esse é o comando da
professora), chega a acontecer de uma menina ir defender a outra que não
quer tocar na minha sobrinha. Elas a olham com aquele olhar de estranheza,
como quem nunca viram uma menina negra, ou, ao menos, nunca foram obrigadas
a manter contato, tocar a mão de uma menina negra. As outras mães nada vêem,
ou, decerto, acham normal o que está acontecendo. E, enquanto todas as
meninas estão de mãos dadas obedecendo ao comando da professora, minha
sobrinha está solta, no meio da sala enorme, perdida, sem saber o que fazer.
Quando termina a aula ela está triste, diz que não gostou da aula e,
contrariando o seu hábito de criança falante, vai calada para casa.

Não sabemos se ela entendeu o que lhe aconteceu, sabemos que a "tia" não a
"enxergou" entre as várias crianças brancas, deixando-a a ponto de fazer
suas necessidades nas calças; sabemos que as outras crianças, de 3 e 4 anos,
a discriminaram, não porque crianças dessa idade saibam o que estão fazendo
(não acredito nisso), mas porque isso ainda é aprendido na sociedade em que
vivemos. Elas não foram educadas para acreditar que são iguais, ou para
conviver com as diferenças. Foram educadas aprendendo que são melhores que
as crianças negras, geralmente filhos da empregada ou crianças de rua. Eu e
minha família não sabemos o que fazer; minha mãe sugere que ela não coloque
mais os pés naquela escola, onde só dançam meninas de classe média/alta, não
obstante possamos, tal qual elas, pagar pela aula de balé. O mal-estar que
experimentamos agora, eu e toda minha família, certos de que não poderemos
defendê-la de fatos como esse que, infelizmente, podem se repetir muitas
vezes ao longo de sua vida, nos sentimos amargurados por viver em uma
sociedade, formalmente pluralista e igualitária, mas onde o preconceito
ainda reina, mudo, mas presente em cada momento de nossas vidas.

Peço aos amigos, encarecidamente, que transmitam esse desabafo ao maior
número de pessoas, pois acredito que a única maneira de modificarmos essa
ignorância secular é transmitindo a dor que sentimos, de modo a sensibilizar
as pessoas que ainda não aprenderam a respeitar os seres humanos,
independente da cor, religião, opção sexual ou condição física. Precisamos
nos humanizar, e assim humanizar nossos filhos; somos responsáveis pelo
futuro e não queremos - me recuso a acreditar no contrário - que a
deseducação, que a ignorância e o desrespeito preponderem em nossa
sociedade.



Liene Pinto
Brasília-DF

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A África é bem conhecida pela sua vida selvagem nas savanas e florestas equatoriais. Existem cerca de 45 espécies de primatas, incluindo os chimpanzés e gorilas. São mais de 60 espécies de predadores carnívoros como os leões, chitas, leopardos, hienas, cães selvagens, raposas, chacais e outros. Esses animais são vitais para a manutenção do equilíbrio ecológico das áreas em que habitam. Muitas espécies de herbívoros, aves, peixes, répteis e vários outros animais compõem o rico ecossistema africano.
A partir dos anos 1940 o homem fez reduzir consideravelmente a população de animais na África, de forma direta ou indireta. Isso fez com que muitas espécies entrassem em processo de extinção. Nos últimos anos vem crescendo os esforços de proteção aos animais africanos e aumentado o policiamento de reservas demarcadas. Mais: Elefantes Africanos e Safáris

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Racismo

uma criança foi agredida com palavras por três seguranças,  de negrinho, sujo,fedido,dentro supermecado em sp o garoto foi levado por três seguranças a um sala reservada onde os seguranças  ameaçaram a barte e eles obrigaram pra abaixar abermuda ate os pes e tirar a camisa cinco vezes so depois que os seguranças verificaram a nota fiscal  e o garoto tinha comprado dois pacotes de piscoito, dois pacostes de salgadinho,e um refrigerante tos pagos pelo garoto.